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1999
Sophia de Mello Breyner Andersen

Sophia de Mello Breyner Andersen

Há autores tão intensos que deveriam ser enterrados no mar... A poetisa (1919 - 2004) e a sua carreira de 60 anos estão intimamente ligadas às ondas e ao sal dos oceanos: "A terra o sol o vento o mar / são a minha biografia e são o meu rosto". Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota uma sólida cultura clássica, onde se inscreve a sua paixão pela cultura grega quase sempre presente e onde a relação do signo com o mundo circundante é uma relação de transparência e luminosidade.

Sophia nasce no Porto no seio de uma família aristocrática, mas é em Lisboa que estuda Filologia Clássica. A própria descreve, aliás, as principais características da sua arte poética como "um rigor clássico traduzido numa enorme simplicidade de linguagem (.)".
Impondo-se inicialmente como activista contra o regime de Salazar, a intervenção cívica é uma constante na sua vida.
Dedica-se sobretudo à poesia, mas a sua obra inclui ficção, teatro e literatura infantil: tem uma muito importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou num clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana ou A Menina do Mar.

Escritora muito condecorada, com o Prémio Rainha Sofia e o Prémio Camões, entre outros, também o seu trabalho como tradutora de nomes tão célebres como Claudel, Dante, Shakespeare e Eurípedes foi reconhecido.