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2002
Maria Velho da CostaMaria Velho da Costa

A galardoada do Prémio Camões 2002 é licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, de 1973 a 1978, bem como leitora do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros do King's College, Universidade de Londres, entre 1980 e 1987. Tem sido incumbida pelo Estado português de funções de carácter cultural: foi adjunta do secretário de Estado da Cultura em 1979 e adida cultural em Cabo Verde de 1988 a 1991. O livro que lançou internacionalmente o nome de Maria Velho da Costa foi a obra colectiva "As Novas Cartas Portuguesas" (1972), na qual participaram, também, Isabel Barreno e Maria Teresa Horta. A obra marcou profundamente a sociedade portuguesa da época, dando origem a um processo judicial que movimentou cultural e politicamente a Europa : as autoras foram proibidas de sair do país e não podiam ser referidas na imprensa -, só se veriam livres deste processo após o 25 de Abril de 1974.

Senhora de uma obra com uma energia sem paralelo, Maria Velho da Costa é responsável por alguns dos romances mais importantes do panorama literário contemporâneo, como Maina Mendes (1969), Casas Pardas (1977), ou Missa in Albis (1988), bem como por várias obras de prosa poética, contos, crónicas, análise social e, mais recentemente, teatro (Madame, de 1999, em que faz encontrar em cena duas personagens femininas dos autores maiores do realismo em língua portuguesa: Eça de Queirós e Machado de Assis).