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2005
Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles

Nascida em 1923 em São Paulo, a escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, um dos maiores nomes da literatura lusófona, ficou emocionada quando soube que tinha sido a eleita para receber o Prémio Camões 2005.

Tendo-se estreado nas letras ainda adolescente com« Porão e Sobrado» em 1938, com o «Cacto Vermelho» em 1949 recebe o primeiro prémio da Academia Brasileira de Letras, para a qual é aliás eleita em 1985.
A autora do romance «As Meninas» (1973) escreve "Sou escritora e sou mulher- ofício e condição duplamente difícil de contornar, principalmente quando me lembro como o país (a mentalidade brasileira) interferiu negativamente no meu processo de crescimento como profissional….Penso que a minha libertação foi facilitada durante as extraordinárias alterações pelas quais passou o Brasil desde a minha adolescência até aos dias actuais…Se me libertei mais do que o próprio país foi porque a libertação individual é mais fácil".

Nas palavras de Urbano Tavares Rodrigues, o prémio merecido:" Lygia Fagundes Telles teve finalmente o Prémio Camões, que há muito merecia, pela infinita riqueza da sua obra literária, tão brasileira e universal, tão subtil e mágica, tão realista na análise social e na indagação do mais fundo e contraditório dos seres humanos…quero agora enviar-lhe, com este artigo, um abraço grande, impregnado de toda a minha admiração pela escritora multiforme, hiper consciente na sua reinvenção irónica e comovida do mundo, solidária na sua escrita", in JL de 25 de Maio de 2005.

A terceira mulher a entrar para a Academia de Letras Brasileira, a seguir a Rachel Queirós e a Dinah Silveira de Queirós, Lygia é, sem dúvida, uma figura absolutamente invulgar da literatura e da cultura do Brasil e do mundo.