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1995
José Saramago

José Saramago


José de Sousa Saramago (Azinhaga, 16 de Novembro de 1922) é um escritor, jornalista, dramaturgo e poeta português, galardoado em 1998 com o Nobel da Literatura. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. É considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.

Nasceu naquela província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro, embora o registo oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, é membro do Partido Comunista Português e foi director do Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado com a espanhola Pilar del Río, Saramago vive actualmente em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

Da experiência vivida nos jornais, restaram algumas crónicas mas, não é este género literário que faz de Saramago um dos autores portugueses de maior destaque – serão os seus romances, género que retoma em 1977.

Em 1980 publica Levantado do chão, livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo, dois anos depois surge Memorial do convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. De 1980 a 1991, o autor traz a lume mais quatro romances que remetem a factos da realidade material, problematizando a interpretação da "história" oficial: O ano da morte de Ricardo Reis (1984); A jangada de pedra (1986); História do cerco de Lisboa (1989) e O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991) - onde Saramago reescreve o livro sagrado numa óptica de um Cristo humanizado.

Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicará mais seis romances, dando início a uma nova fase: Ensaio sobre a cegueira (1995); Todos os nomes (1997); A caverna (2001); O homem duplicado (2002); Ensaio sobre a lucidez (2004); e As intermitências da morte (2005).


Em 2003, o crítico norte-americano Harold Bloom, no seu livro Genius: A Mosaic of One Hundred Exemplary Creative Minds considerou José Saramago the most gifted novelist alive in the world today, referindo-se a ele como "o Mestre". Declarou ainda que Saramago é "um dos últimos titãs de um género literário que se está a desvanecer».