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Página inicial » Dalton Trevisan
 

Nascido em Curitiba em 1925, Dalton Trevisan é um dos maiores escritores brasileiros da atualidade. Considerado pela crítica “o maior contista moderno do Brasil”, distingue-se pela originalidade das histórias que escreve e pelo mistério que criou à volta da sua vida pessoal.

Começou a publicar em 1945, apesar de mais tarde ter renegado os seus dois livros de juventude: Sonata sempre ao Luar e Sete Anos de Pastor.

Entre 1946 e 1948, editou a revista Joaquim, "uma homenagem a todos os Joaquins do Brasil". A revista, por onde passaram os maiores nomes da cultura brasileira, como António Cândido de Mello e Souza, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Otto Maria Carpeaux tornou-se porta-voz de uma geração de escritores, críticos e poetas.

Já naquela época, Trevisan não queria fotografias ou entrevistas, o que mantém ainda hoje, mantendo-se afastado da fama e transformando-se numa personagem enigmática (o que lhe valeu, aliás, a alcunha de O Vampiro de Curitiba, título de um dos seus livros).

Em 1959, lançou Novelas Nada Exemplares - que reunia uma produção de duas décadas - e recebeu o Prémio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Escreveu, entre outras obras, Cemitério de Elefantes (Prémio Jabuti e Prémio Fernando Chinaglia, da União Brasileira dos Escritores); Noites de Amor em Granada e Morte na Praça (Prémio Luís Cláudio de Sousa, do PEN Club do Brasil). Guerra Conjugal, um de seus livros, foi transformado em filme em 1975, realizado por Joaquim Pedro Andrade.

Dedicando-se exclusivamente ao conto (só teve um romance publicado: "A Polaquinha"), Dalton Trevisan acabou por se tornar o maior contista brasileiro. Em 1996, recebeu o Prémio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto da sua obra.

Em 2003, dividiu com Bernardo Carvalho o maior prémio literário do país — o 1º Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira —  com o livro "Pico na Veia".