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2004
Agustina Bessa-LuísAgustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís consagrou-se como romancista e como uma das vozes mais importantes da escrita portuguesa contemporânea, ao ganhar o Prémio Delfim Guimarães (1953) e o Prémio Eça de Queirós (1954), com o romance «A Sibila».

Considerada como uma das mais produtivas escritoras portuguesas, Agustina Bessa-Luís, nascida a 15 de Outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante, escreve desde muito cedo, os mais variados géneros literários: romance como «A Sibila» (1954) e «Fanny Owen» (1998), biografias como «Santo António de Lisboa» (1973) e «Sebastião José» (1981), teatro como a peça «A Bela Portuguesa» (1986), literatura juvenil com o famoso «Dentes de Rato» (1987), ensaios como «Camilo-Génio e Figura» (1994) e contos como «A Torre» (1989).

Em 2004 foi galardoada com o mais importante prémio da língua portuguesa, o Prémio Camões.

Citações sobre Agustina Bessa-Luís

«Toda a obra de Agustina Bessa-Luís é animada por um movimento de resistência à dissolução da singularidade do indivíduo numa humanidade cinzenta, mecânica, sem segredos nem expectativas. Daí que um dos seus motivos recorrentes seja o da comunicação e informação objectivantes que fazem parte de uma vertigem da nossa época pela qual (...) todas as coisas e nós próprios naufragamos num estado de indiferença. É numa recusa da instrumentalização da linguagem que se originam, portanto, nos romances de Agustina Bessa-Luís, relações específicas entre o dizer do pensamento e o dizer da arte que, morando nas montanhas mais separadas, infinitamente se encontram».

Silvina Rodrigues Lopes
in Aprendizagem do Incerto

«Existem muitas diferenças entre Duras e Agustina, mas para além de certas coincidências de palavras, que são (...) certamente mais do que meras coincidências, há algo de comum que apetece sublinhar: qualquer delas tende a passar do estatuto de ficcionista para o estatuto de "maître à penser" (embora a expressão seja obviamente inadequada, porque qualquer uma delas habita uma "pensée sans maître") (...) De certo modo, Agustina como Duras são hoje inquestionáveis. Não quer isto dizer que tenham sempre razão, ou até que tenham razão a maior parte das vezes. Nada disso. Significa apenas que o melhor uso de Agustina, aquele que nos traz melhor proveito de inteligência, é o que aceita que este pensamento nos surge como inquestionável, na medida em que tentar pô-lo em questão é certamente a pior forma de o conhecer».

Eduardo Prado Coelho
in A Noite do Mundo